Quebra-se aqui o vaso dos nossos medos
que explodem disformes
que vêm todos de uma vez
sem pontuação sem pausa
sem dar tempo pra gente pensar
rápidas dão rasteiras deliciosas de se ver
a vaca deu seu leite a preguiça se pendurou
o gato deu seu pulo a mãe os passarinhos alimentou
e de que adiantou de que adiantou
o mundo permanece nesse mesmo caos
os bules continuam a guardar seus chás
no meio dessa desordem
pego o seu e o meu interior a murmurar palavras malucas
únicas
suas minhas nossas
palavras derivadas tão somente de nós próprios
e de que adianta de que adianta
ninguém ouve as palavras além de nós
e explodem novamente os medos
não deveriam
mas explodem pesados e degradantes do nosso maço de ideias
que são consumidas uma a uma
até que sem ar sem conseguir parar
acabam.
domingo, 8 de dezembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Fone
-Alô.
-Alô! Mãe? O que aconteceu?
-Nada, minha filha.
-Sério? Pode me contar! Você falou um "Alô" tão estranho...!
-Minha filha, tô te dizendo, não é nada!
-Alô! Mãe? O que aconteceu?
-Nada, minha filha.
-Sério? Pode me contar! Você falou um "Alô" tão estranho...!
-Minha filha, tô te dizendo, não é nada!
-Ah, mãe! Agora vai mentir pra mim? Nunca fez isso! Nem quando aquele dia eu perguntei se era a fada do dente que tinha deixado a moeda debaixo do travesseiro! Nem quando eu perguntei se era o Papai Noel. Nem quando eu perguntei se era uma DST e você disse que não sabia, que achava que eu devia estar grávida, porque sempre tinha me achado uma putinha! Nem naquela hora que perguntei se estava bonita e você disse que eu estava perecendo uma rapariga gringa, que só elas que usam aqueles mini-shorts! Nem ali você mentiu!
-Moça, deixe de ser tão neurótica! Não aconteceu nada.
-Não, mãe. Não consigo. Quer saber? Você não vai me contar mesmo? Vou ligar pra papai.
-Estou te dizendo...
-Basta! Desligando.
sábado, 16 de novembro de 2013
Angústia Alcóolica
Barzinho copo sujo.
Ambiente propício.
Há uma poça de cachaça no chão
Cachaça, cacos e angústia.
Angústia vomitada.
Expelida da paz parca e porca.
Da quietude pública.
Da amplitude privada.
Angústia minha e sua.
Suada, estirada, vulgar.
Pilhas de nervos imprestáveis.
Cadenas de ritmos intermináveis.
Angústia catalisada
Por álcool, álcool e amor.
Dilacerada lancinante.
Desacelerada pulsante.
Angústia horizontal.
Vista em cartesiano.
Que pôs cor na minha vida.
Que pôs corna a minha vida.
Barzinho copo sujo.
Ambiente prepúcio.
"Ô cumpadi! Desce mais uma que hoje eu esqueço!"
Copo. três dedos. Mão. Mão. Peso. Queda. Estilhaço.
Há uma poça de cachaça no chão!
Cachaça, cacos e angústia.
Ambiente propício.
Há uma poça de cachaça no chão
Cachaça, cacos e angústia.
Angústia vomitada.
Expelida da paz parca e porca.
Da quietude pública.
Da amplitude privada.
Angústia minha e sua.
Suada, estirada, vulgar.
Pilhas de nervos imprestáveis.
Cadenas de ritmos intermináveis.
Angústia catalisada
Por álcool, álcool e amor.
Dilacerada lancinante.
Desacelerada pulsante.
Angústia horizontal.
Vista em cartesiano.
Que pôs cor na minha vida.
Que pôs corna a minha vida.
Barzinho copo sujo.
Ambiente prepúcio.
"Ô cumpadi! Desce mais uma que hoje eu esqueço!"
Copo. três dedos. Mão. Mão. Peso. Queda. Estilhaço.
Há uma poça de cachaça no chão!
Cachaça, cacos e angústia.
Manhã Dela
"É a minha manhã" pensou ela. Tirara essa manhã fresca e raríssima para dedicar-se aos pequenos prazeres que tinha na vida. Nem levantou-se da cama, dali mesmo abriu as cortinas. Pegou o livro de cabeceira, que mudava assim que era terminado, e leu mais três capítulos. Era bom. O momento era bom.
Seu cobertor xadrez, como a maior parte de suas roupas - adorava quando uma cor sobrepunha-se a outra naquela trama quadriculada, extremamente variável - lhe dava uma sensação de segurança e conforto. indescritíveis. Morava sozinha, então forçou-se a levantar da cama e esquentar um pouco de leite na chama do fogão. Preferia o risco de, se se distraísse, ver todo o leite se derramando, pulando da leiterinha herdada de sua avó a esquentar o líquido no seu microondas e não sentir o cheirinho que ele soltava. Para ela tudo no microondas tinha um ar artificial.
Com o leite quente, o cobertor xadrez e o delicioso clima, supreendeu-se ao ver que o livro simplesmente acabara. Pegou o próximo da fila, uma pilha de livros organizados de acordo o seu interesse e leu mais dois capítulos.
Fechou-o com dedos delicados e olhou em volta no quarto. A radiola ainda estava lá. Será que ainda funcionava?
Cuiosa, ela saiu da cama e ligou o aparelho, tentando sintonizar qualquer rádio que fosse. Chiava, mas "Disprada" era uma música que a lembrava sua infância no interior, a casa na roça com sua avó a cortar verduras, a panela de pressão a apitar. Agora sua vida havia mudado radicalmente nessa cidade grande. Mesmo com a janela aberta, se recusava a ouvir o barulho dos carros, das buzinas, dos pneus lá fora. O único som que se permitia ouvir era a música chiada proveniente da radiola. Sorrindo, tirou um cochilo, desenhou uns rabiscos quaisquer no caderno, espreguiçou-se.
E em nenhum momento daquela manhã passou pela sua cabeça que o mesmo clima frio que considerava bom poderia ser congelante e desagradável para outras pessoas. É difícil enxergar o sofrimento alheio quando se está feliz.
Mas ela não se culpava. Aquela manhã era dela. Depois de um ano tão cansativo, um mês tão dentro da rotina, uma semana tão sem perspectivas, aquela manhã era dela.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Um Parágrafo
Me disseram que a vida ainda não sabe o que quer da gente. É por isso que eu não consigo realizar nada do que me proponho. A vida fica na frente, essa vagabunda. Chamo-me Robsenvaldo e não gosto de colocação enclítica, apenas a escrevo assim porque me disseram que é o certo. Sempre faço as coisas porque me disseram que é certo. Mas, recordando agora, já fiz muita coisa que as pessoas me falaram pra não fazer. Só que eram coisas pequenininhas, nada tão contrário a tudo. Talvez um parcialmente contrário por exemplo pegar uma das ruas sem ser as indicadas. "Sua avó fazia colchas de casal com retalhos e cinco por cinco centímetros..." sussurra uma voz no meu cérebro. Eu sei que ela quer dizer que "Existe o efeito bola-de-neve-que-desce-o-morro." ou que, mais precisamente "De boas intenções o inferno está cheio."... Não suporto mais esse assunto, desculpem. Ah, o meu nome se pronuncia só Rosenvaldo...O "b" quem pôs foi o meu pai, por algum motivo que não faço ideia qual é. Imagino que seja algo como raiva de mamãe, porque eles tinham brigado assim que minha mãe acabara de me parir, pois ela insistia que ele me registrasse no cartório naquele exato momento e ele queria esperar pra ver ela dar o peito pra mim pela primeira vez. Dizem que as mães têm que estar tranquilas na primeira sugada do nenê, mas a minha não estava. Talvez por isso eu seja assim. Falando em "eu"... não espera, eu estava enumerando os motivos de meu pai ter me registrado com um "b" no meio do nome. Então... Um era raiva de mamãe e o outro motivo provável era uma raiva contida, tímida, que ele guardava desde o Ensino Infantil. Eu sei que caçoavam dele - o nome dele é Flantropício - então prefiro ignorar essa parte. Afinal... É só um "b"... Está ali enfeitando um pouco a palavra, rebuscando um pouco. Isso não te interessa, eu sei. Mas vou contar. Simplesmente porque preciso contar. Voltando a quando eu disse "Falando em 'eu'..." há, no máximo dois minutos (se tiver demorado mais que isso, me desculpe, meu amigo, mas você tem que aprender a ler mais rápido...), vamos continuar: Falando em eu, eu descobri que você está me lendo há tantas linhas e não sabe nada sobre realmente quem eu sou. Não sabe se sou negro, branco, alto, gordo, magro, baixo. Não sabe a cor dos meus olhos, cabelos, dentes e roupas. É isso mesmo. E aposto que já está me imaginando de alguma forma. Não interessa. Você sabe algo sobre mim sim - muita coisa, na verdade... Aposto que se ler com atenção vai perceber. E é isso que demora: Perceber. Quando você deixa passar... Não tem mais volta. Bom, não te interessa. Não tenho culpa de me chama Robsenvaldo, nome registrado por meu pai, por um motivo desconhecido. Sabe que sou neto de uma senhora que faz colchas de casal com retalhos e cinco por cinco centímetros. Sabe que eu sou complexado por não conseguir cumprir nada do que proponho. E assim seguimos. Já sabe muito sobre eu, Rosbenvaldo, pro meu gosto. Muito mesmo. Está na hora de trocar de máscara, com licença...
sábado, 28 de setembro de 2013
Reportagem Motivacional
-Então vamos ver se sou aprovado: "Martinho Gusmão é um famoso engenheiro, atualmente muito bem sucedido e feliz. O retorno financeiro é tão bom que dá para ele bancar uma das mais caras escolas de São Paulo..."
-Fique quieto, apenas escute. Continuando: "...numa das mais caras escolas de São Paulo. Martinho mora atualmente numa casa com o valor estimado de R$150mil, na área nobre da cidade. Mas nem sempre foi assim. Nasceu na minúscula cidade de Funil, lá no Sul da Bahia, onde as pessoas sofrem desumanamente com a seca..."
-Ei, Funil não é tão minúsculo assim! E nem tão seco!
O outro ignorou:
-"Numa viagem que a nossa equipe fez a Funil, constatou que a própria prefeitura da cidade era estimada num valor menor que 90% das casas de São Paulo capital. Vimos pessoas fracas e subnitridas, com a qualidade de saúde, higiene e educação extremamente precárias." - Nessa hora, vamos exibir uma reportagem com a repórter Vaneuza Raíba, ela foi a Funil...
-Funil não é tão miserável assim! Vocês devem ter ido apenas da parte pobre da cidade, não é possível.
-Já disse para apenas escutar, meu senhor. Enfim: "Martinho Gusmão estudou sozinho a vida toda..."
-Minha escola se chamava Colégio Alfredo Afrânio, meu caro...
-"E conseguiu ingressar na faculdade com muito suor. A faculdade que passou, no entanto era distante e sua família era paupérrima e não podia bancar sua viagem..."
-O Colégio Alfredo Afrânio era particular! Está certo que não éramos ricos e por isso não conseguiríamos tão fácil mas...
-"...pois mal conseguia sustentar a si própria."
-Já não disse que...
-"Então, corajosamente, Martinho Gusmão saiu da minúscula cidade de Funil, deixando pra trás um calor infernal, uma infância e uma história de vida, sem medo de enfrentar o futuro. Nenhum de seus parentes ou amigos o apoiou e por isso teve que vir de carona durante todo o percurso..."
-Tudo bem, caro repórter. Só vou dizer uma vez: esse aí não sou eu.
-Meu amigo Martinho, é bom você cooperar, ou essa matéria não irá ao ar nem hoje nem nunca.
-Pois sim! Se esta matéria era sobre mim está um tanto distorcida! Ninguém dessa produção sequer me perguntou se eu tive algum apoio!
-Se insiste... Você teve algum apoio para vir para São Paulo, caro Martinho?
-Claro! Todo mundo me apoiou por lá.
-Todo mundo?
-É!
-Até seu pai?
-Sim.
-Até sua mãe? Mães geralmente querem os filhos mais perto delas...
-Não, minha mãe foi muito liberal. Me apoiou muito.
-Ninguém deixou de te apoiar?
-Não.
-Aposto que tinha algum colega na escola que não te apoiou. Forçe sua memória...! Um rival, algum invejoso.
-Tinha o Carmo Carlos, ele era ignorante e nunca...
-Aaahh... Então haiva alguém sim! Continuando: "Nenhum de seus parentes ou amigos o apoiou e por isso teve que..."
-Mas era apenas o Carmo Carlos!
-O senhor disse que ele era ignorante e que nunca. Quando uma pessoa nunca, ela representa um forte percentual na história de alguém, sabia?
-Nunca o que?
-O senhor disse que o moço nunca. Não disse? Pois é. Eu te falei. É aproximadamente 100% de participação em qualquer história quando uma pessoa nunca. Compreende? Continuando: "Pelo seu esforço, Martinho Gusmão é um dos mais reconhecidos engenheiros do país."
-Olhe, perdi a paciência. Estou longe de ser um dos mais reconhecidos engenheiros do país! Retire meu nome disse e vá procurar outra pessoa para fazer essa entrevista.
Martinho se levantou, muito enraivecidamente e, tentando não ser grosso com ninguém, voltou pra casa.
E assim que ligou a televisão a reportagem sobre ele estava acabando de passar. Uma frase dele, falada por ele, gravada, porém há mais de uma semana, encerrava a notícia: "Minha história foi difícil. É por isso que recomendo a todos que se esforçem muito na vida!"
E assim que ligou a televisão a reportagem sobre ele estava acabando de passar. Uma frase dele, falada por ele, gravada, porém há mais de uma semana, encerrava a notícia: "Minha história foi difícil. É por isso que recomendo a todos que se esforçem muito na vida!"
Estranho terem que mudar toda a história dele para fazer alguém se sentir motivado na vida...
(...)
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Porque o mundo parou
Todos estavam para lá de bêbados quando decidiram se levantar.
Assim que o primeiro deles fez isso, se arrependeu. A tontura tomou conta dele como o amor tomou conta de Romeu ao ver sua amada pela primeira vez, tomou conta dele como a disenteria toma conta de alguém com o estômago fraco que come salgadinhos demais na festinha de um ano de seu sobrinho. O infeliz aventureiro, que tentara de todas as formas permanecer em pé, gritou, inconsequentemente:
–Eita! Alguém pare o mundo!
Um dos seus amigos riu, outro tentou se levantar para esmurrá-lo à toa, outro fez um gesto obsceno que ele fazia quando viam qualquer fêmea de mamífero bonita, mas outro realmente tentou parar a rotação da Terra; cravou seus dedos no chão da praça em que estavam e começou a fazer força para o lado que imaginava ser o lado contrário à rotação. Gemeu, fez força e nada. O que estava em pé já caíra novamente e tentou ajudá-lo, se juntando a ele para puxar a Terra.
Um dos amigos – o do gesto obsceno – disse, consultando seu celular:
–Seus idiotas! O que faz vocês acreditarem que a Terra está girando para esse lado? Tenho um aplicativo de bússola no celular, puxem exatamente para o lado oposto; pro Leste!
–Claro que não babaca! A Terra gira da esquerda pra direita, ou seja, de Oeste pra Leste! Temos que puxá-la pro Oeste para fazer ela parar!
–Ah, então é pro lado de lá! – disse e apontou. Nesse momento, o que tinha pedido para pararem a Terra já tinha se cansado e disse:
–Já estou melhor, caras, não precisa mais parar o mundo...
–Cale a boca.
–Tá...
–Mas venha nos ajudar!
Os três juntos puxaram a terra pro Oeste. Puxaram e gemeram, bufaram e sujaram os dedos. Os outros dois se juntaram.
Os cinco juntos puxaram a terra pro Oeste. Depois desistiram e começaram a gargalhar.
Rolaram de rir até que, inesperadamente voaram. Foram jogados para o Leste a uma velocidade de mais de 1500km/h e não viram a hora que morreram.
Assim que o primeiro deles fez isso, se arrependeu. A tontura tomou conta dele como o amor tomou conta de Romeu ao ver sua amada pela primeira vez, tomou conta dele como a disenteria toma conta de alguém com o estômago fraco que come salgadinhos demais na festinha de um ano de seu sobrinho. O infeliz aventureiro, que tentara de todas as formas permanecer em pé, gritou, inconsequentemente:
–Eita! Alguém pare o mundo!
Um dos seus amigos riu, outro tentou se levantar para esmurrá-lo à toa, outro fez um gesto obsceno que ele fazia quando viam qualquer fêmea de mamífero bonita, mas outro realmente tentou parar a rotação da Terra; cravou seus dedos no chão da praça em que estavam e começou a fazer força para o lado que imaginava ser o lado contrário à rotação. Gemeu, fez força e nada. O que estava em pé já caíra novamente e tentou ajudá-lo, se juntando a ele para puxar a Terra.
Um dos amigos – o do gesto obsceno – disse, consultando seu celular:
–Seus idiotas! O que faz vocês acreditarem que a Terra está girando para esse lado? Tenho um aplicativo de bússola no celular, puxem exatamente para o lado oposto; pro Leste!
–Claro que não babaca! A Terra gira da esquerda pra direita, ou seja, de Oeste pra Leste! Temos que puxá-la pro Oeste para fazer ela parar!
–Ah, então é pro lado de lá! – disse e apontou. Nesse momento, o que tinha pedido para pararem a Terra já tinha se cansado e disse:
–Já estou melhor, caras, não precisa mais parar o mundo...
–Cale a boca.
–Tá...
–Mas venha nos ajudar!
Os três juntos puxaram a terra pro Oeste. Puxaram e gemeram, bufaram e sujaram os dedos. Os outros dois se juntaram.
Os cinco juntos puxaram a terra pro Oeste. Depois desistiram e começaram a gargalhar.
Rolaram de rir até que, inesperadamente voaram. Foram jogados para o Leste a uma velocidade de mais de 1500km/h e não viram a hora que morreram.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Cacos
Fabulosa vidraça que quebrou,
Quando houver boas ideias, que me envie!
Que mande em mim mesmo!
Angústia de cacos.
Vidrinhos nos olhos da criatura da bocarra.
Gosma.
Gigante.
Pressurizada.
Úmida.
Seca.
Cacos de ideias se espalham pelo chão.
Não há mais maneira de catar.
Já estão do tamanho de hemácias.
Do meu sangue, que escorreu
Que esguichou
Que jorrou.
Angústia nova.
São ambas angústias diurnas, sãs.
Angústias que só existem devido à pressão, à robotização
humana, jamais contida.
Onde jamais,
Jamais.
Haverá descanso.
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